19 setembro, 2011

Diferença entre Ética e Moral (Filosofia P6)



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          A confusão que acontece entre as palavras Moral e Ética existem há muitos séculos. A própria etimologia destes termos gera confusão, sendo que Ética vem do grego “ethos” que significamodo de ser, e Moral tem sua origem no latim, que vem de “mores”, significando costumes.
         Esta confusão pode ser resolvida com o esclarecimento dos dois temas, sendo que Moral é um conjunto de normas que regulam o comportamento do homem em sociedade, e estas normas são adquiridas pela educação, pela tradição e pelo cotidiano. Durkheim explicava Moral como a“ciência dos costumes”, sendo algo anterior a própria sociedade. A Moral tem caráter obrigatório.

     Já a palavra Ética, Motta (1984) define como um “conjunto de valores que orientam o comportamento do homem em relação aos outros homens na sociedade em que vive, garantindo, outrossim, o bem-estar social”, ou seja, Ética é a forma que o homem deve se comportar no seu meio social.
     A Moral sempre existiu, pois todo ser humano possui a consciência Moral que o leva a distinguir o bem do mal no contexto em que vive. Surgindo realmente quando o homem passou a fazer parte de agrupamentos, isto é, surgiu nas sociedades primitivas, nas primeiras tribos.     
      A Ética teria surgido com Sócrates, pois se exigi maior grau de cultura. Ela investiga e explica as normas morais, pois leva o homem a agir não só por tradição, educação ou hábito, mas principalmente por convicção e inteligência. Vásquez (1998) aponta que a Ética é teórica e reflexiva, enquanto a Moral é eminentemente prática. Uma completa a outra, havendo um inter-relacionamento entre ambas, pois na ação humana, o conhecer e o agir são indissociáveis.
       Em nome da amizade, deve-se guardar silêncio diante do ato de um traidor? Em situações como esta, os indivíduos se deparam com a necessidade de organizar o seu comportamento por normas que se julgam mais apropriadas ou mais dignas de ser cumpridas. Tais normas são aceitas como obrigatórias, e desta forma, as pessoas compreendem que têm o dever de agir desta ou daquela maneira. Porém o comportamento é o resultado de normas já estabelecidas, não sendo, então, uma decisão natural, pois todo comportamento sofrerá um julgamento. E a diferença prática entre Moral e Ética é que esta é o juiz das morais, assim Ética é uma espécie de legislação do comportamento Moral das pessoas. Mas a função fundamental é a mesma de toda teoria: explorar, esclarecer ou investigar uma determinada realidade.
       A Moral, afinal, não é somente um ato individual, pois as pessoas são, por natureza, seres sociais, assim percebe-se que a Moral também é um empreendimento social. E esses atos morais, quando realizados por livre participação da pessoa, são aceitas, voluntariamente.
    Pois assim determina Vasquez (1998) ao citar Moral como um “sistema de normas, princípios e valores, segundo o qual são regulamentadas as relações mútuas entre os indivíduos ou entre estes e a comunidade, de tal maneira que estas normas, dotadas de um caráter histórico e social, sejam acatadas livres e conscientemente, por uma convicção íntima, e não de uma maneira mecânica, externa ou impessoal”.
       Enfim, Ética e Moral são os maiores valores do homem livre. Ambos significam "respeitar e venerar a vida". O homem, com seu livre arbítrio, vai formando seu meio ambiente ou o destruindo, ou ele apóia a natureza e suas criaturas ou ele subjuga tudo que pode dominar, e assim ele mesmo se torna no bem ou no mal deste planeta. Deste modo, Ética e a Moral se formam numa mesma realidade.

Autoria: THIAGO FIRMINO SILVANO - Acadêmico do Curso de Direito da UNISUL


Aristóteles (P6)

Aristóteles (384 – 322 a. C.)
    Filósofo grego, um dos mais importantes pensadores de todos os tempos, nasceu em Estagira, filho de Nicômaco, médico de Amintas II, rei da Macedônia. 
      Aos 17 anos foi para Atenas, tornando-se discípulo de Platão na Academia. Permaneceu por 20 anos ao lado do mestre até sua morte. Foi preceptor de Alexandre Magno, filho do Rei Filipe da Macedônia. 

     Aristóteles fundou sua própria escola peripatética (perambulantes), o Liceu, que se transformou num importante centro de estudos, não só filosóficos, mas também de ciências naturais. Possuía um imponente acervo de livros, instrumentos e espécimes de animais. 

    Aristóteles foi o primeiro filósofo a subordinar claramente a verdade à linguagem, afirmando que a verdade não reside nas próprias coisas, mas somente na relação que se estabelece entre as coisas e as proposições sobre elas. O pensamento de Aristóteles exerceu influência marcante na história da filosofia, não só no mundo antigo e medieval, mas também no moderno e contemporâneo. 

    Assim, as questões levantadas por esse filósofo continuam sendo debatidas como questões fundamentais e servem de paradigma para vários ramos da filosofia, como a ética, a lógica, a metafísica, a teologia, a estética e a política.
  Preocupava-se com o estudo do ser enquanto SER, não os objetos, nem suas características, mas a essência dos objetos. Seu método pode ser considerado a Ontologia ou Racionalismo.
     Discordava de seu Mestre Platão e criticava a Teoria das Ideias. Valorizava a EXPERIÊNCIA.

Platão = Campo das Ideias
Aristóteles = Experiência





















Platão
  • Natureza dualista
  • Da razão para a experiência
  • Lógica dedutiva
  • Primazia da idéia
  • Buscar a perfeição e a verdade que está na alma.
Aristóteles
  • Natureza monista
  • Da experiência para a razão
  • Lógica indutiva
  • Primazia da experiência
  • Educar os sentidos e a razão para alcançar a perfeição


Revolução Francesa e Era Napoleônica (HISTÓRIA P6)


REVOLUÇÃO FRANCESA
ANTECEDENTES
  A CORTE FRANCESA TINHA GASTOS SUNTUOSOS.
  ACIDENTES METEREOLÓGICOS (ENCHENTES, SECAS E INVERNOS RIGOROSOS)
  GASTOS COM A MANUTENÇÃO DO EXÉRCITO.
  QUEDA NA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS.
  85% DA POPULAÇÃO  ENFRENTAVAM A MISÉRIA, A FOME E  A INFLAÇÃO.
  CARACTERÍSTICAS FEUDAIS
DIVISÃO DA SOCIEDADE
  PRIMEIRO ESTADO (CLERO): 1% DA POPULAÇÃO – NÃO PAGAVA IMPOSTOS
  SEGUNDO ESTADO (NOBREZA): 2% DA POPULAÇÃO – RECEBIA IMPOSTOS
  TERCEIRO ESTADO (OPERÁRIOS, CAMPONESES E BURGUESIA): 97% DA POPULAÇÃO – PAGAVA ALTOS IMPOSTOS
  APENAS O REI, O PRIMEIRO E SEGUNDO ESTADOS  É QUE TINHAM PESO DE DECISÃO NAS ASSEMBLÉIAS
O VOTO ERA POR ESTADO E NÃO POR INDIVÍDUO
CAUSAS
  ABSOLUTISMO MONÁRQUICO
  DESIGUALDADES SOCIAIS
  PRÁTICAS FEUDAIS ULTRAPASSADAS
  GRANDES SECAS (FOME)
  ENORMES GASTOS PARA MANTER OS LUXOS DA CORTE
ASSEMBLEIA DOS ESTADOS GERAIS
  ENVOLVIA OS TRÊS ESTADOS E FOI ABERTO PARA RESOLVER O PROBLEMA ECONÔMICO DA FRANÇA (LUXO X POBREZA)
  PROPOSTA Nº 1:  O PRIMEIRO E SEGUNDO ESTADOS COMEÇARIAM  A PAGAR IMPOSTOS;
  PROPOSTA Nº 2: AUMENTAR OS IMPOSTOS SOBRE O POVO
MAIO DE 1789
  A BURGUESIA COMEÇOU A SE ARTICULAR  E INICIOU UM MOVIMENTO POPULAR: REIVINDICAVA OS VOTOS POR INDIVÍDUO
  O REI COMUNICOU QUE OS VOTOS CONTINUARIAM POR ESTADO
  O TERCEIRO ESTADO SE RETIRA PARA ELABORAR UMA CONSTITUIÇÃO
O GRANDE MEDO - TOMADA DA BASTILHA
EM 14 DE JULHO DE 1789 O POVO INVADE UMA PRISÃO QUE REPRESENTAVA O SÍMBOLO DO PODER ABSOLUTO DO REI:  A BASTILHA. INVADIRAM CASTELOS E MOSTEIROS E MATAVAM QUEM SE OPUNHA
LEMA: LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE
ASSEMBLÉIA NACIONAL  CONSTITUINTE
  ABERTA PELA BURGUESIA PARA CRIAR A CONSTITUIÇÃO;
  CRIADA A DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO:
- CONSAGRAÇÃO DAS LIBERDADES INDIVIDUAIS DOS CIDADÃOS;
- ESTABELECIMENTO DA IGUALDADE DE TODOS PERANTE A LEI;
MONARQUIA NACIONAL
  Em 1791 foi aprovada a primeira constituição – monarquia constitucional – três poderes
  Fim do absolutismo e do luxo
  Eleições para deputados de acordo com a renda (censitário)
  Rei LUÍS XVI busca apoio com os reis da áustria e prússia – invadem a frança
  Sans-cullottes revoltados capturam o rei e formam o exército nacional derrotando os invasores na batalha de valmy
  O rei foi acusado de traição  e os revolucionários proclamaram a república em substituição à monarquia
  Os Sans-cullottes eram artesãos, trabalhadores e até pequenos proprietários que viviam nos arredores de Paris. Recebiam esse nome porque não usavam os elegantes calções que a nobreza vestia, mas, uma calça de algodão grosseira.
CONVENÇÃO NACIONAL
  A ASSEMBLÉIA foi transformada em CONVENÇÃO NACIONAL
  Três grupos políticos principais:
- GIRONDINOS: alta burguesia (minoria, sentavam-se à direita)
 - PLANÍCIE OU PÂNTANO: defendiam os interesses da burguesia e por isso aliavam-se com um ou outro (sentavam-se no centro)
- JACOBINOS: baixa e média burguesia (maioria, sentavam-se à esquerda)
PERÍODO DO TERROR
Nessa fase, a traição da nobreza e do clero impele os jacobinos, sob a liderança de Robespierre a adotar a política do terror, que executa nobres, dentre eles o próprio rei Luis XVI. O rei e sua esposa Maria Antonieta foram julgados e Condenados à morte na GUILHOTINA por traição.
Morte pela guilhotina: entre 35.000 e 40.000 pessoas foram executadas durante o período do  Terror.
O descontrole do terror contribui para o enfraquecimento dos jacobinos levando os girondinos a promoverem o golpe do Termidor que executa Robespierre / ROBESPIERRE FOI VÍTIMA DE SUA PRÓPRIA  GUILHOTINA.
O GOVERNO DO DIRETÓRIO
  Foi marcado pela repressão aos movimentos de caráter popular./ A alta burguesia foi conduzindo a fase final do processo revolucionário garantindo seus interesses./A instabilidade política e socioeconômica continuava./Os girondinos buscam aliança com os militares./Consumação da vitória burguesa e da revolução na França;/Disputa entre os grupos políticos pelo poder;/Liberdade, Igualdade e Fraternidade?/Subida de Napoleão Bonaparte ao poder através do Golpe do 18 Brumário


ERA NAPOLEÔNICA

  Pertencia à média burguesia; Nasceu na Ilha de Córsega, oeste da Itália; Destacou-se como militar, tornando-se general; A burguesia considerou Napoleão apto a governar a França;
CONSULADO
  Napoleão torna-se primeiro-cônsul da França, espécie de governante provisório; Cria o Código Napoleônico, inspirado na Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão; Primeiro Código Civil da França;
IMPÉRIO
  Se a burguesia era contra o regime absolutista, por que Napoleão se tornou imperador? Por causa das idéias expansionistas do general e do Código Civil; Começa o imperialismo napoleônico francês, que conquista quase toda a Europa;
BLOQUEIO CONTINENTAL
  Decretado devido à derrota da França na Batalha de Trafalgar; O decreto proíbe qualquer país da Europa a comercializar com a Inglaterra;
  Resultados: Desobediência de Portugal e fuga da família real para o Brasil
DERROTAS DE NAPOLEÃO
  Para a Rússia, devido à desobediência daquele país ao Bloqueio Continental; A segunda grande derrota de Napoleão foi na Batalha de Waterloo, contra o duque de Wellington; Exilado, Napoleão morre na Ilha de Santa Helena (envenenado?)
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napoleão = General italiano do exército francês. Um dos maiores gênios militares da História. Nasceu na ilha de Córsega em 1769. Tornou-se famoso em 1793 quando comandou um ataque à frota britânica que ocupava o Porto francês de Toulon. Admirados, transformaram-no em General, ele ainda não tinha 26 anos. No início da Revolução Francesa ele ficou do lado da burguesia, mas quando o povo ganhou ele se voltou para seu lado, defendendo as causas populares. Em 1795 a burguesia retomou o poder e o tirou do posto de General por temer sua simpatia pelas causas populares. Mas voltaram as guerras e precisaram dele novamente. Em 1796 esmagou uma revolta em Paris e depois liderou vitoriosamente o Exército francês combatendo as forças austríacas na Itália.
Em 1799, Napoleão sentia-se forte o suficiente para tomar o poder, com o apoio do Exército. Como Primeiro Cônsul da República, restaurou o Estado francês, que havia se enfraquecido após a Revolução. Promoveu diversas reformas sociais e estabeleceu as fundações dos sistemas legal, educacional e financeiro na França. O povo o admirava e faria o que ele quisesse. Em 1804 foi coroado Imperador.
benefícios durante os primeiros 10 anos:
  • a economia apresentou altas taxas de crescimento; menores taxas de desemprego;    agricultores voltaram a ter mercados consumidores;
  •  a França começou a fazer sua Revolução Industrial.
para os pobres:
* drenou pântanos; construiu estradas; fundou um Banco; a agricultura se modernizou; combateu a corrupção no governo; o abastecimento das cidades; ensino público
* Objetivo principal do Imperador: fazer da França a maior potência econômica.
Para isso tomou medidas que beneficiava a burguesia:
·   aumentou a arrecadação de impostos;
·   impediu que empregados fizessem greves (se tentassem criar sindicatos podiam ser presos).
A França cresceu. Mas, as liberdades conquistadas pela Revolução Francesa foram cortadas por Napoleão. Seu governo só se diferenciava do Absolutismo porque agora havia a Constituição, a qual todos deviam obedecer. Mas o poder continuava só nas mãos de um, como no Absolutismo.
Ambicioso, Napoleão pretendia controlar toda a Europa. Suas tropas chegaram a dominar o continente do Canal da Mancha até a fronteira da Rússia. Invadiu a Áustria: derrotou-a. derrotou também a Prússia e, quando se preparou para invadir a Rússia, esta se rendeu e resolveu ajudar a França contra a Inglaterra. Em 1805 reuniu 140 mil soldados na costa do Canal da Mancha, com o objetivo de invadir a Inglaterra. Mas foi derrotado pela esquadra inglesa do Almirante Nelson na Batalha de Trafalgar. Napoleão viu que a Marinha Inglesa era imbatível e resolveu tomar outra medida para impedir que a Inglaterra crescesse. Decretou em 1806 que nenhum país da Europa podia comerciar com a Inglaterra = era o bloqueio continental. Assim, a Inglaterra não teria para quem vender seus produtos e sua economia se arruinaria.
O plano quase deu certo: Portugal deixou os produtos ingleses passarem. Napoleão invadiu Portugal para dar uma lição em seu Rei. Dom João, então regente, amedrontado, fugiu para o Brasil.
Invadiu também a Espanha, que não aceitava os parentes de Napoleão governando o país. Napoleão, aliás, colocou seus parentes a governar cada país que conquistou — a Espanha, Itália e partes da Alemanha. O resto da Alemanha, bem como a Suíça e a Polônia estavam sob sua influência. A Dinamarca, a Áustria e a Prússia eram suas aliadas. Somente a Inglaterra, Rússia, Portugal e  Suécia permaneciam independentes.
O Bloqueio Continental começou a incomodar alguns países que não estavam vendendo produtos, e romperam o Bloqueio. A Rússia começou a comerciar com a Inglaterra. Napoleão, em 1812, invadiu a Rússia, conquistou a capital, mas não o Czar. Na volta o rigoroso inverno 30º negativos matou mais de 300 mil homens de Napoleão, que perfaziam um total de 500 mil. Os inimigos perceberam que ele estava enfraquecido e que chegava a hora de derrotá-lo, e, em 1813, a Rússia, Prússia e Áustria o derrotaram e o exilaram em Elba — ilha do Mediterrâneo. Ele fugiu e voltou à França para ser aclamado pelo povo, sem tempo de organizar um exército, foi derrotado em 1815 na famosa batalha de waterloo. Foi para o exílio no Mediterrâneo e morreu em 1821, solitário e amargurado.
O poder da nobreza e da Igreja voltou, mas já não era mais o mesmo, as idéias da Revolução Francesa queriam lugar e novos sangues foram derramados no século XIX.


Revolução Industrial (HISTÓRIA P6)


REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Ocorreram muitas transformações na sociedade européia entre 1820 e 1850. Embora continuasse sendo uma sociedade predominantemente agrária, a mentalidade empresarial começa a predominar na economia. As cidades crescem e se multiplicam. A indústria passa a ser o setor dinâmico da vida econômica.
Na Inglaterra, por exemplo, primeiro surgiram as fábricas de tecidos, depois de alimentos, bebidas e utensílios domésticos. O crescimento da população da Inglaterra exigiu uma modernização dos transportes. Isso ocorreu com extrema velocidade, mudando completamente a vida e os hábitos da população.
A invenção da locomotiva, para a economia inglesa, significou o barateamento dos transportes, estimulou a produção de carvão e de ferro, empregou muita mão-de-obra, abriu novos campos para o investimento lucrativo.
Os industriais e comerciantes investiam em seus próprios negócios e depositavam em Bancos os enormes lucros de suas fábricas e dos negócios. Os Bancos emprestavam dinheiro para novos empreendimentos, estimulando o crescimento. O investimento maior em ferrovias do que em rodovias, diminui os custos econômicos, visto que o transporte ferroviário é mais barato do que o rodoviário. Isso se refletiria no custo final dos produtos, beneficiando toda a população. O papel dos Bancos na expansão da indústria foi muito importante. Eles concentravam o dinheiro disponível na sociedade e o emprestavam para novos empreendimentos, estimulando o crescimento econômico.
O papel da Marinha no predomínio econômico inglês a nível mundial, foi imprescindível, pois a poderosa Marinha Inglesa garantiu o acesso aos mais distantes mercados. Isso facilitou o escoamento dos produtos da indústria inglesa. Por outro lado, facilitava também o transporte de matéria-prima para a produção industrial.
A partir do séc. XVIII, o fenômeno da Revolução Industrial provocou uma rápida mudança nas técnicas e nos instrumentos de trabalho, que por sua vez ampliaram os empreendimentos comerciais e aumentaram a produção.
No  período de 1780 a 1830 os países da Europa não reuniram tantas condições favoráveis para a industrialização como a Inglaterra. A Espanha possuía lã, mas não tinha carvão. Os estados alemães não possuíam uma burguesia empreendedora.
Os demais países europeus começaram sua industrialização bem depois da Inglaterra, pois esta reuniu condições favoráveis para sua industrialização pioneira, como: matéria-prima, regime político a favor, mercado consumidor, etc... os demais países da Europa tiveram que superar fatores adversos à industrialização, que não ocorreram na Inglaterra.
A Revolução Francesa criou dificuldades para a industrialização do país, embora no geral tenha sido um fato favorável. Ela criou milhares de pequenos proprietários com as distribuições de terras. Esses camponeses estavam voltados para uma economia de subsistência, não formando, portanto, um mercado consumidor.
Enquanto a indústria inglesa cresceu vendendo produtos baratos, a indústria francesa teve de se especializar em produtos de luxo. Isto explica seu baixo desenvolvimento.
O termo oficina é mais apropriado que indústria para designar as fábricas de meados dos século XIX, porque a maior parte delas eram pequenos estabelecimentos, sem nenhuma mecanização, com não mais de 5 operários.
A partir de 1830, podemos dizer que a Europa já estava fortemente marcada pela industrialização. O crescimento econômico foi acompanhado por profundas transformações sociais. A industrialização crescente exigia a ampliação dos mercados. O incremento da vida urbana fez crescer a classe média.
A relação existente entre os avanços nos campos da siderurgia e da metalurgia e o expansionismo europeu a partir de 1850 é que o progresso técnico nesses campos deu aos europeus uma grande superioridade militar, possibilitando a eles o domínio sobre vastas áreas do globo.
A industrialização consolidou o poder econômico da burguesia. O crescimento da administração pública engrossou as fileiras da classe média. Muitos camponeses europeus ainda estavam submetidos aos grandes proprietários de terras. A aristocracia rural mantinha ainda privilégios em várias regiões da Europa.
A derrota de Napoleão significou a vitória das forças contrárias aos ideais da Revolução Francesa. Com isso restaurou-se o poder dos reis destronados por Napoleão e os privilégios da nobreza e da Igreja. Com a derrota de Napoleão, a Europa foi tomada por uma onda conservadora.
Para o liberalismo, o objetivo máximo da sociedade é garantir a liberdade para os indivíduos que dela fazem parte. Esse princípio liberal é incompatível com o absolutismo monárquico. Essa incompatibilidade explica em grande parte as revoluções do séc. XIX.
Foi relativamente fácil para a aristocracia sufocar, em 1820, as aspirações liberais na Itália, na Alemanha e em Portugal, porque esses países eram economicamente atrasados e não possuíam uma burguesia e uma classe média capazes de dar maior consistência às revoltas liberais. Os fatores que contribuíram para a eclosão das revoltas liberais de 1830 foram: * fortalecimento numérico da burguesia e da classe média com a industrialização; * aconteceram em países economicamente mais desenvolvidos; * ocorreram em um momento de profunda crise econômica.
A burguesia passou a ter o controle sobre o povo após as revoluções de 1830 controlando a Câmara dos Deputados através de eleições censitárias (só quem tinha renda alta poderia ser eleito), proibindo associações populares e jornais de oposição e contando com a influência conservadora da Igreja.
Quem controla o poder político controla a sociedade, visto que é no nível político que as decisões mais importantes são tomadas. É claro que o poder econômico vai ter uma influência decisiva na seleção dos líderes políticos. Dessa forma, a burguesia enriquecerá ainda mais. Ela procurará colocar o governo, as leis, a educação, o Exército, a polícia, a Justiça e a religião a serviço de seus interesses e não das camadas populares. Segundo a burguesia, o mundo necessitava de progresso material. E ela se considerava o agente desse progresso. Então, nenhum obstáculo deveria ser colocado à expansão dos seus negócios, pois isso impediria o progresso.
A burguesia controlava a economia e era vista como agente de progresso. No entanto, o sistema legal continuava a privilegiar as classes tradicionais: o clero e a nobreza. Segundo a burguesia, a ascensão social devia se basear no talento e no esforço pessoal e não na tradicional e no sangue. Passavam a idéia de que todos poderiam ser bem-sucedidos, desde que tivessem competência.
A obrigação de todos obedecerem à Constituição foi extremamente benéfica para a burguesia porque eliminava a ameaça do absolutismo, e porque a Constituição era elaborada pelos representantes da burguesia, e, portanto, contemplava os seus interesses fundamentais.
Os regimes liberais estavam baseados no voto seletivo: o direito de voto concedido apenas a quem tivesse um certo nível de renda. Assim, a burguesia mantinha seu poder e controlava tudo.
Além da burguesia, a classe média e o operariado queriam também a igualdade política. O movimento democrático surgiu como oposição às limitações impostas pelo liberalismo. Segundo as idéias democráticas, o governo devia tomar medidas que diminuíssem as desigualdades sociais.

O Movimento Cartista ocorreu na Inglaterra na década de 40, os pobres ingleses reivindicavam o sufrágio (voto) universal, o voto secreto e o pagamento aos deputados por suas funções.
A Revolução de 1848 na França, fortaleceu a burguesia, destroçando a organização dos operários mediante dura repressão.
Quando o governo francês decidiu fechar as oficinas nacionais (não eram fábricas, mas obras públicas como construção de estradas, pontes, etc... que empregava as pessoas), os operários armaram-se para defendê-las, mas foram derrotados. Este movimento foi chamado de LUDISMO ou Quebradores de Máquinas.
O movimento revolucionário de 1848 se espalhou por toda a Europa. As lutas operárias conscientizam os operários e fazem nascer as idéias socialistas. A luta passa a ser contra as injustiças sociais e pela transformação social da sociedade.
Com os movimentos o poder da burguesia começou a ser abalado.
Por volta de 1850 a maior parte da classe operária inglesa vivia em situação degradante. A miséria era visível em suas roupas e habitações, ao passo que era também contrastante com o luxo da burguesia. Apesar das conquistas democráticas, a burguesia controlava a sociedade. Os operários trabalhavam de 14 a 16 hs por dia, mas recebiam baixos salários. A pobreza gerou problemas como crimes, assaltos, roubos, assassinatos. O governo nada fazia para melhorar a situação. A exploração ilimitada da classe trabalhadora gerou enormes lucros para burguesia.
O movimento operário inglês serviu de modelo ao movimento de outros países. Foi na Inglaterra que nasceu o operariado industrial moderno, suas lutas e experiências políticas serviram de orientação para os operários de outras nações onde a industrialização foi mais tardia. Os patrões não aceitavam associações e o governo baixou um decreto em 1799, tornando ilegal as associações de empregados e patrões. Os trabalhadores foram presos e processados, mas muitos patrões, por serem em menor número, se reuniam sem despertar suspeitas. Em 1824 o decreto caiu, e os trabalhadores puderam se organizar livremente e surgiram os sindicatos, que de 1825 a 1835 lideraram vários movimentos na Inglaterra. Faziam greves em busca de melhores salários e condições de trabalho. Os patrões reagiram não empregando os filiados em sindicatos. Os operários criaram, então, sindicatos secretos. Muitos operários foram presos, pois as associações secretas eram proibidas.

Iluminismo (HISTÓRIA P6)


ILUMINISMO


       DEFINIÇÃO: movimento filosófico, intelectual e científico que contrariou as bases do Antigo Regime;
       QUANDO: século XVIII;
       ONDE? ING (início), FRA (auge);
       QUEM? O iluminismo representou basicamente a forma da  burguesia interpretar o mundo;
       CARACTERÍSTICAS BÁSICAS:
      Racionalismo;
      Cientificismo;
      Antiabsolutismo;
      Anticlericalismo;
      Defesa das liberdades individuais.

As novas concepções de Deus e do Mundo

·       DEUS: Expressão da Lei Universal que comanda o mundo (Deus Iluminista)
·       CIÊNCIAS: Tinham o objetivo de desvendar as leis que regem os fenômenos do mundo;
·       PLANO SOCIAL: Vontade Individual;
·       PLANO POLÍTICO: Contrato Social (Vontade da Maioria/Democracia);
Diante dessas novas concepções, o burguês já não temia a vida após a morte. A vida cristã era como a vida econômica:

·         FISIOCRACIA: Poder pela Natureza (François Quesnay – Poder Natural – Agricultura);

Liberalismo Econômico

·         Adam Smith: “Ensaio sobre a riqueza das nações”
Crítica à intervenção estatal;
Oferta e Procura (Laissez-faire laissez-passer)
Trabalho em geral: verdadeira fonte de riqueza para as nações

Os grandes pensadores Iluministas
·         Montesquieu: “O espírito das Leis” (divisão do poder em Legislativo, Executivo e Judiciário);
·         Voltaire: Crítica à Igreja e aos poderosos
Liberdade de pensamento (“Posso não concordar com nenhuma de suas palavras, mas lutarei até o fim para ter o direito de dizê-las”)
·         Rosseau: “O Contrato Social” (Democracia) - “O Bom Selvagem” (Estado Natural – Anarquia)
·         A ENCICLOPÉDIA: Diderot / D’Alembert (enciclopedistas)

O DESPOTISMO ESCLARECIDO:
·         Reis absolutistas que influenciados pelas idéias iluministas promovem reformas em seus países, porém sem abdicar de seu imenso poder. Tentativa de evitar rebeliões internas.
·         (Rússia, Prússia, Áustria, Portugal)